domingo, 4 de novembro de 2012

O processo de favelização ...


Periferia e favelização avançam nas grandes cidades da América Latina  (clique aqui para ler a matéria na íntegra)

WANDA JORGE

As condições de pobreza e desigualdade social na América Latina fazem com que 44% de sua população viva em favelas ou subúrbios com estrutura precária e condições mínimas de sobrevivência. Os dados, divulgados no início deste ano pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), identificam a maior parte das favelas nas cidades, onde vivem três de cada quatro latino-americanos.
O estudo, intitulado "Pobreza e precariedade do habitat na América Latina", mostra que a precariedade é maior nas periferias das cidades do interior que, em sua maioria, não chegam a receber ajuda federal. Dos domicílios em bairros precários, 76% têm problemas de qualidade da construção e dos serviços básicos, como saneamento e iluminação. E a maioria desses domicílios é chefiada por mulheres.
A estimativa da Cepal para os próximos 15 anos é que a população das grandes cidades crescerá 2%. Nos países mais pobres da região – Bolívia, Guatemala, Haiti, Honduras e Paraguai – esse aumento será de 3%.
Dois estudos de pesquisadores brasileiros, divulgados na última reunião da SBPC em julho passado, em Cuiabá, evidenciam que o problema das favelas ou da periferização não é exclusivo das metrópoles ou mesmo das cidades; também no meio rural existem locais com péssimas condições de moradia. O sociólogo João Batista Filho, hoje na Universidade Norte do Paraná (Unopar) e sua ex-aluna na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e atual docente do Departamento de Sociologia e Política da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Marineti Covezzi, realizaram estudos de caso para entender o processo. O foco do trabalho de João Batista foi Londrina, cidade do norte-paranaense, fundada por ingleses há apenas 70 anos, com vocação agrícola para os cultivos de café e algodão, pela qualidade de sua terra roxa. Projetada para um crescimento equilibrado, de forma a chegar ao ano 2.000 com uma população de 30 mil habitantes vivendo bem, Londrina tem hoje, porém, perto de 500 mil habitantes, e é marcada pela especulação imobiliária e pela presença de latifúndios urbanos. O Plano Diretor feito em 1997 identificava 43 núcleos de favelas e assentamentos; na atualidade, esse número já subiu para 68 favelas e/ou assentamentos, contabiliza o pesquisador.




Marineti Covezzi escolheu Poconé e Barão de Melgaço, municípios periféricos da capital mato-grossense, como objetos de estudo. Cuiabá nasceu planejada, conta a pesquisadora, mas a partir do inchaço provocado por áreas de exploração do garimpo e em conseqüência de uma série de condições próprias da região, da concentração de terras à crônica falta de emprego, sofre com problemas urbanos de metrópole. A pesquisa coordenada por Marineti começou dentro do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld), patrocinado pelo CNPq. O foco em Mato Grosso, portanto, era meio ambiente. Mas, rapidamente se percebeu que a presença do homem é fundamental para entender o bioma pantaneiro, e esse viés foi crescendo durante o estudo. A principal questão enfrentada pelo grupo de pesquisadores foi: quais as conseqüências, ambientais e sociais, da exclusão do homem, instalado há mais de 200 anos com atividade econômica produtiva, de uma área de preservação?
ESPAÇO LEGAL A pesquisa da Unopar iniciou com a avaliação da legitimidade de ocupação nas 12 favelas mais centrais de Londrina. Como desdobramento, passou-se a apurar outras questões como o direito de acesso à cidade que essa população tem. Afinal, hoje são 160 mil habitantes em Londrina vivendo em situações de risco social, 35% deles com renda familiar de até 2 salários mínimos; 11 mil famílias em condição de miséria, com renda de um dólar por dia; e só 12 mil famílias desse universo atendidas por algum tipo de benefício social.
"São pessoas que vivem na cidade e não a cidade, com a característica de estarem sempre em trânsito". Para Batista, o olhar da cidade a partir da favela equaliza todas as metrópoles. Essas populações não têm identificação: sua rua não tem nome, sua casa não tem número, seu bairro ninguém sabe como chama. A origem das famílias que moram em situação precárias é o próprio estado: 60% do norte paranaense; 32% de Londrina; 8% de outros estados. Essa é a dramática realidade constatada pela pesquisa: "um estado rico favelando sua própria população, com 16% de analfabetos e 83% com até 1º grau", acrescenta.
OURO PANTANEIRO Os pequenos municípios de Poconé e Barão de Melgaço integram o quarto maior estado brasileiro em território – 930 mil quilômetros quadrados – mas com uma pequena população de 2,02 milhões de habitantes e um crescimento demográfico de 2% ao ano na última década. Mais de 80% dos habitantes de Mato Grosso estão concentrados nas áreas urbanas de Cuiabá, Vargem Grande, Rondonópolis e Cáceres. Um movimento totalmente contrário à proposta de colonização das décadas passadas, quando se pensou a ocupação do estado a partir da atividade agrícola."As dificuldades das terras do Cerrado impulsionaram a população para as cidades", assinala Marineti.
 

Para quem quiser ler o texto completo, clique no link abaixo do título ou copie e cole o link abaixo
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252005000200005&script=sci_arttext

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O impacto avassalador das privatizações no mundo/Documentário Catastroika

Documentário Catastroika Discute o Impacto Avassalador das Privatizações

Em apenas dois meses, o filme Catastroika  já foi assistido por mais de meio milhão de internautas em todo o mundo. A versão com legendas em português mais visualizada através do Youtube alcançou, em pouco mais de um mês, 30 mil acessos. A razão do sucesso está, possivelmente, na abordagem de um tema que interessa a cidadãos de qualquer país: as privatizações massivas de bens públicos. O documentário, com 87 minutos, denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos, Grécia e outros países.

Produzido por gregos, o roteiro e a direção são assinados pelos jornalistas Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi. O documentário também busca apontar as iminentes consequências da atual venda de ativos públicos da Grécia, exigida para fazer frente à enorme dívida soberana do país. É traçado um futuro crítico para o país, caso o modelo econômico neoliberal seja levado adiante sob a tutela financeira internacional.

A argumentação de Catastroika se vale de notícias de jornal, documentos, evidências factuais e depoimentos. Acadêmicos e especialistas de diversos países falam sobre o estrangulamento dos serviços públicos fundamentais, os ataques contra a democracia na Europa, os programas de privatizações e as medidas de austeridade do governo grego.

Distribuição

Lançado no dia 26 de abril, o Catastroika foi produzido na Grécia a partir do auxílio coletivo de várias pessoas, que contribuíram tanto financeiramente quanto através de ideias. O documentário está disponibilizado para distribuição gratuita, através da licença Creative Commons. Para as transmissões por televisão e cinema, é possível obter de arquivos de alta resolução em vários idiomas.

A mesma equipe lançou, no ano passado, o documentário Debtocracy (Dividocracia), que já possui milhões de acessos em todo o mundo. O filme revela aspectos da crise econômica pela qual passam os países periféricos da União Europeia, em especial a Grécia.
Texto extraído do blog de http://eticaecidadania-odetedan.blogspot.com.br/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Relações sociais e questão social na trajetória histórica do serviço social brasileiro

 por Leonia Capaverde Bulla *

Quando o Serviço Social surgiu no Brasil, na década de 30 do século passado, registrava-se no
País uma intensificação do processo de industrialização e um avanço significativo rumo ao
desenvolvimento econômico, social, político e cultural. Tornaram-se mais intensas também as relações
sociais peculiares ao sistema social capitalista.
Quando se coloca em discussão a denominada questão social, dois elementos surgem em
destaque: o trabalho e o capital. A resposta a ser dada ao conflito, entre esses dois pólos, vai depender da
maior ou menor importância que se atribui a um ou outro desses elementos. Para entender melhor essa
problemática, considera-se, de início, o trabalho humano, destacando as relações sociais que se
desenvolvem no sistema produtivo. Focaliza-se, então, o cerne da questão social, a exploração do
trabalho pelo capital, com todas as suas conseqüências para a vida do trabalhador.
O Serviço Social profissional teve suas origens no contexto do desenvolvimento capitalista e
do agravamento da questão social. Para compreender as circunstâncias históricas ligadas ao surgimento
dessa profissão no Brasil, estudou-se o contexto da época em que foi criada no País, a década de 30 do
século passado, considerando-se como eixo central da análise a questão social em seus aspectos
econômicos, políticos e sociais. Nesse contexto, foi promulgada uma série de medidas de políticas
sociais, como uma forma de enfrentamento das múltiplas refrações da questão social, ao mesmo tempo
em que o Estado conseguia a adesão dos trabalhadores, da classe média e dos grupos dominantes, donos
do capital. O governo populista adotava, ao mesmo tempo, mecanismos de centralização políticoadministrativa, que favoreciam o aumento da produção, dando condições para a expansão e a
acumulação capitalista.
Relacionando o Serviço Social com a questão social e com as políticas sociais do Estado,
tornou-se necessário o debate de alguns elementos da problemática do Estado: o Estado liberal, o Estado
intervencionista, e as funções educativas, políticas e sociais que se desenvolvem no âmbito do Estado
moderno. Os processos de institucionalização do Serviço Social, como profissão, estão relacionados com
os efeitos políticos, sociais e populistas do governo de Vargas. A implantação dos órgãos centrais e
regionais da previdência social e a reorganização dos serviços de saúde, educação, habitação e
assistência ampliaram de modo significativo o mercado de trabalho para os profissionais da área social.
O Serviço Social, como profissão e como ensino especializado, beneficiou-se com esses elementos
históricos conjunturais. Ao mesmo tempo em que se ampliava o mercado de trabalho, criavam-se as
condições para uma expansão rápida das escolas de Serviço Social.
continua...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Educador social, segurança e socioeducador

Educador social: segurança e socioeducador, a conciliação

José Antonio Haas Herculano, Marcelo Gomazzi Gonçalves

Resumo


RESUMO: Este estudo procurou analisar o Educador social, profissional que trabalha como socioeducador e segurança em Centros de Socioeducação onde estão internados adolescentes que cometeram atos infracionais. Busca compreender os desafios contradições inerentes a esta função que envolve duas linhas de ação, a de socioeducador e segurança. O método utilizado envolveu as seguintes técnicas: coleta de informações em literatura e sites na internet, entrevistas e aplicação de questionário, utilizando para calculo do tamanho da amostra, erro estimado de 5% e nível de confiança de 95%, que para uma população de 74 profissionais, resultou em 63 indivíduos pesquisados. Teve como objetivo descrever a função de Educador social, seu papel enquanto segurança e socioeducador, verificar se é possível exercer as duas funções, bem como identificar possível existência de conflitos entre as funções. As conclusões permitem afirmar que existem divergências entre as equipes sendo necessário que os gestores articulem o diálogo dentro das unidades, também permitem afirmar que a dualidade de função é possível e que apesar de provocar conflitos, traz mais vantagens que desvantagens para o sistema, pode-se também concluir que a função de segurança está se sobressaindo sobre a socioeducativa.

Palavras-chave


Educador social. Socioeducador. Segurança. Socioeducação.

Texto completo: PDF

Serviço Social em Revista
ISSN: 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Assistente Social na Política Pública de Educação/(TEXTO DO PROFESSOR E ASSISTENTE SOCIAL ANDRÉ MICHEL DOS SANTOS


O objetivo desta presente e breve reflexão é delinear algumas questões que perpassam pelo Assistente Social como profissional inserido na Politica Pública de Educação.
A atuação do Assistente Social na Politica de Educação deve estar atrelada a outra concepção de política pública, de acesso universal e não de inúmeros critérios para acesso, como acontece na Política Pública de Assistência Social.
A educação, direito de todos e dever do estado é garantida em lei federal e por sua vez não possui critérios de elegibilidade para o acesso. O importante quando atuamos na educação é compreender que crianças e adolescentes possuem o direito ao acesso e garantia de permanência a uma escola pública de qualidade e que possa atender as necessidades dos seus alunos.
Reflito que o Assistente Social no espaço educacional não pode reproduzir a sua prática atrelada a política de assistência social, prática essa condicionada ao constante enquadramento do sujeito como vulnerável ou não, a partir de critérios seletistas que acabam mais excluindo ao invés de incluir.
Nosso objetivo neste espaço, ou seja, na escola, na educação, é garantir que todos possam ter acesso a ela e sim promover ações que possam de fato atender o aluno na sua integralidade.
O profissional de Serviço Social na Educação, deve possuir a capacidade de decifrar a realidade social permeada a escola e a partir disso ser propositivo, no sentido de criar instrumentos para qualificar o processo de ensino aprendizagem como um todo, seja com atividades voltadas a capacitação de professores, grupos operativos temáticos com adolescentes ou pais, espaço de discussão e mobilização da família no contexto escolar, dentre outros.
A essência é entender que o Assistente Social no espaço educacional intervém a partir de uma outra perspectiva, balizada por questões de acesso universal, permanência, inclusão no que se refere aos sujeitos com deficiência, mobilização rumo a gestão democrática na escola e proposição de ações, sejam estas serviços, projetos ou programas desenvolvidos a partir da lógica preventiva, universalista e não meramente paliativa.
Abraços a todos!
André Michel dos Santos

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Valores e Habilidades do Serviço Social

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O serviço social é definido como uma profissão que promove a mudança social, solução de problemas em relacionamentos humanos e o "empowerment"/"empoderamento" através da liberação das pessoas com o aumento do bem-estar. Utiliza-se de teorias de comportamento humano e sistemas sociais. O serviço social intervem no ponto onde as pessoas interagem com seus ambientes. Os princípios dos direitos humanos e justiça social são fundamentais à prática do serviço social.
Como foi definido pela Federação Internacional de Trabalhadores Sociais (IFSW), os valores do serviço social continuam a crescer além dos ideais humanitários e democráticos. Os valores são baseados no respeito para com os direitos básicos do ser humano, no sentido de responsabilidade social, compromisso com a liberdade do indivíduos e apoio para auto-determinação. Os assistentes sociais focalizam nas necessidades das pessoas, comunidade e a sociedade através várias ferramentas e habilidades treinadas trazendo mudanças positivas nos indivíduos, famílias, grupos e comunidades através da utilização de teorias de comportamento humano, comunicação eficiente, coordenação e capacidades de gerência.



Ética do Serviço Social  • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
O compromisso para agir eticamente é um dever essencial dos que trabalham com serviços sociais. O serviço social é baseado no respeito   a dinignidade e valores inerentes de todas as pessoas. O Princípio da prática ética da profissão é o compromisso com os princípios da justiça social, o respeito para a promoção dos direitos humanos e governo democrático.
Estes princípios conduzem ao respeito do direito de auto-determinação, promoção do direito de participação, resposta para cada pessoa como um todo, reconhecimento do desenvolvimento das forças dos  indivíduos, grupos e comunidades e promoção de seu "empowerment"/"empoderamento" bem como a capacidade para auto-sustentabilidade.
O compromisso do serviço social a independência leva a beneficiários pró-ativos que estão plenamente engajados e envolvido. Esta capacidade constrói resultados na sustentabilidade. Os assistentes sociais promovem justiça social por desafiar a discriminação, reconhecendo a diversidade e distribuição de recursos eqüitativamente, desafiando as políticas e práticas injustas enquanto trabalha em direção de uma  "Inclusão Social."
 fonte: http://www.iswd.org/our_approach.br.htm

Serviço Social na Educação e a prevenção no uso de drogas

O trabalho do assistente social fortalecido junto as redes sociais na prevenção ao uso indevido de drogas e sua estratégia no ambiente escolar como mais uma intervenção da prática do SERVIÇO SOCIAL NA ESCOLA.
A primeira análise que faço, é que o profissional deve se apoderar do conhecimento sobre drogas, sua classificação, seus efeitos, atualizar-se quanto a sua dinâmica na sociedade e as pesquisas e estudos já realizados, além de buscar realizar o diagnóstico no ambiente de trabalho, para que se identifiquem os aspectos socioculturais do uso, os fatores de risco e montar estratégias que fortaleçam os fatores de proteção, considerando os aspectos biológicos, relacionais interpessoais, familiares, convivência ou contato com a droga, culturais, sensacionais do efeito da droga.
A segunda ênfase que deve ser considerada é o fortalecimento da rede social e a sua participação na redução de danos, proporcionado segundo Paulina Vieira Duarte (2008) na criação de vínculos, ampliação da reflexão, exercitando  a solidariedade e cidadania, como também, na mobilização da população para os recursos disponíveis na comunidade, considerando sempre o acolhimento, a cooperação, disponibilidade, tolerância e a generosidade.
A inserção dos assistentes sociais nos estabelecimentos educacionais tem representado, na atualidade, não apenas o desejo dessa categoria profissional e o resultado de sua atuação política e profissional na defesa dos direitos sociais e humanos, mas uma necessidade sócio-institucional cada vez mais reconhecida no âmbito do poder legislativo de diferentes estados e municípios.
A presença dos assistentes sociais, sobretudo, nas escolas, tem sido tomada como a presença de um profissional que possa contribuir com a ampliação da rede social no ambiente escolar, favorecendo a interação na teia social.
SANTIANE GODINHO

terça-feira, 20 de março de 2012

O serviço social na educação

O profissional de Serviço Social por possuir preparação técnica-metodológica diante das situações da questão social, reforça a importância deste serviço dentro das escolas atuando em uma equipe interdisciplinar, trabalhará não somente com base na política educacional do binômio educando e família. Como também no ramo dos direitos sociais, construção de um projeto político-pedagógico voltado para a ampliação e garantia de direitos. Além de ser um elo na mediação entre os programas de transferência de renda e complementares.
Dentro desta realidade a necessidade de implementar o Serviço Social dentro das instituições de ensino público é tida como uma resposta para minimizar as tensões sociais, como uma importante intervenção junto aos alunos com ações sócio-educativas, palestras quanto aos seus direitos sociais, alternativas de êxito frente aos programas e projetos sociais oferecidos a crianças e adolescentes com perfil para tal. Além da decodificação e encaminhamentos a rede social das diversas demandas sociais, que atualmente é desconhecida da equipe escolar.
A escola hoje, principalmente as públicas, contam com um público fragilizado, vivendo em péssimas condições de vida, sendo fruto da estrutura social vigente, dentro de um mundo globalizado e desigual refletido nas escolas públicas. Diante disso, é preciso estruturar a política educacional de forma ampla e holística frente às transformações sociais desafiadoras. Dentre essas necessidades de trabalho profissional, encontra-se a luta pela inserção do assistente social na esfera educacional de acordo com os Projetos de Lei (PL) nº 3.688 e nº 837 de 05 de julho de 2005.
A presença dos assistentes sociais nas escolas expressa uma tendência de compreensão da própria educação em uma dimensão mais integral, envolvendo ” os processos sócio-institucionais e as relações sociais, familiares e comunitárias que fundam uma educação cidadã, articuladora de diferentes dimensões da vida social como constitutivas de novas formas de sociabilidade humana, nas quais o acesso aos direitos sociais é crucial”.(ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira:2000)
Os problemas sociais não podem ser enfrentados como situações autônomas, sem relação com as causas estruturais que os produzem. Assegurar o direito à educação significa garantir o acesso e a permanência das crianças e adolescentes na escola, discussão que obrigatoriamente, atravessa temas da realidade social, política, econômica e cultural brasileira. É dentro dessa complexidade que devemos buscar cada vez mais a integração das políticas setoriais, o entrelaçamento de respostas ainda hoje muito segmentadas às necessidades sociais, para potencializar os resultados. (QUINTÃO, André)
Conforme afirma Eleni de Melo Silva Lopes (2006) “Cabe salientar que a inserção do Serviço Social na educação contribuirá na garantia da democratização, do acesso do cidadão à educação, na qualidade do ensino e no desenvolvimento cultural do indivíduo. Instalando na escola sua função social na proteção de direitos a crianças e adolescentes conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente e trabalhando com as facetas da questão social dentro das escolas públicas”.
A práxis  profissional do Assistente Social não se limita a  necessidade focal, mas na dimensão holística desta necessidade. No caso da política de educação sua atuação dependerá da intersetorialidade das outras políticas de forma a garantir a participação cidadã em todos os processos ao acesso destes aos seus direitos sociais.
A ação interdisciplinar requer construir uma prática que possa dialogar em todas as dimensões sociais, preparada no fortalecimento das redes de sociabilidade e de acesso aos serviços sociais e dos processos sócio-institucionais. E com a presença do assistente social nesta equipe, tem como proposta, a fundação de uma educação cidadã articulada às relações da vida social favorecendo a efetivação de uma política de educação digna, justa, acolhedora e acessível na defesa dos direitos sociais e humanos.
FONTE:  http://www.santianegodinho.com.br/blog/o-servico-social-na-educacao/


ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira. O Serviço Social na educação. Revista Inscrita, n. 6. Brasília: CRESS, jul. 2000.
AMARO, Sarita Alves et alii. Serviço Social na escola: O encontro da realidade com a educação. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1997.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 9ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 05 jan. 2004.
BOLETIM DE EDUCAÇÃO. Um salto para o futuro. 1998. p.22-42.
CRESS. Assistentes Sociais e Psicólogos nas escolas. Disponível em: . Acesso em 29 de novembro de 2008.
DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE A EDUCAÇÃO PARA TODOS: plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. Disponível em: . Acesso em: 18 outubro 2008.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. In: CRESS/SP (Org).
 Legislação brasileira para o serviço social: coletânea de leis, 
decretos e regulamentação para instrumentação do assistente social. São Paulo: 
O Conselho, 2004.
FREITAS, Maria Raquel Lino de. Questão Social no Brasil: considerações sobre o papel do Estado. Ser Social, Brasília, n.16, p. 11-31.
GOMES, Catia Alessandra Pereira. Perspectivas de Trabalho para o Serviço Social no âmbito escolar. Disponível em: http://www.geocities.com/centpsimw/catiaapg1. htm. Acesso em 21 de dezembro de 2008.
LOPES, Eleni de Melo Silva. Serviço Social e Educação: As perspectivas de avanços do profissional de Serviço Social no sistema escolar público. Disponível em: http://www.ssrevista.uel.br/c-v8n2_eleni.htm Lopes/2008. Acesso em 13 de dezembro de 2008.
NOVAIS, L. C.C. et al. Serviço Social na educação: uma inserção possível e necessária. Brasília, set. 2001.p. 6-32.
QUINTÃO, André.O SERVIÇO SOCIAL E A POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO. Disponível em: http://docentes.ismt.pt/~eduardo/supervisao_estagio/documents/13_ServicoSocialnaEducacao.pdf.  Acesso em 26 de novembro de 2008.